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Longevidade

Sarcopenia: Por Que Perder Músculo É Mais Perigoso Que Engordar

Dr. Frederico Menezes
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Sarcopenia: Por Que Perder Músculo É Mais Perigoso Que Engordar

Alma Clinic | @almaclinic.med Limeira — SP

Por Dr. Frederico Menezes (Cardiologista | Especialista em Emagrecimento) e Dra. Natália Menezes (Geriatra | Medicina de Longevidade)

Tempo de leitura: 14 minutos


Você está perdendo o órgão que mais protege sua vida — e provavelmente não sabe

Quando falamos em risco para a saúde, o primeiro pensamento é quase sempre o mesmo: gordura. Gordura abdominal, colesterol, obesidade. E sim, o excesso de gordura importa. Mas existe uma ameaça silenciosa que a maioria das pessoas ignora — e que, segundo estudos publicados em periódicos como The BMJ e The American Journal of Medicine, pode ser ainda mais perigosa do que a obesidade: a perda de massa muscular.

O nome clínico dessa condição é sarcopenia. E ela não é um problema exclusivo de idosos acamados. Ela começa a se instalar de forma silenciosa a partir dos 30 anos, avança progressivamente e, quando finalmente se manifesta, já comprometeu a sua capacidade de se mover, de se proteger de quedas, de manter o metabolismo funcionando — e, em última análise, de sobreviver.

Na Alma Clinic, quando tratamos de emagrecimento ou longevidade, a primeira coisa que fazemos é olhar para o músculo. Porque o músculo não é apenas estética. O músculo é o órgão da sobrevivência.

Neste artigo, você vai entender o que é sarcopenia, por que ela é mais perigosa do que o excesso de peso, como identificá-la e — o mais importante — como preveni-la e tratá-la com base em evidências científicas.


O que é sarcopenia? A definição médica atual

Definição pelo EWGSOP2 (2019)

A definição mais aceita mundialmente vem do European Working Group on Sarcopenia in Older People (EWGSOP2), publicada em 2019 na revista Age and Ageing (1). Segundo o consenso:

Sarcopenia é uma doença muscular (muscle disease) caracterizada pela perda progressiva e generalizada de massa muscular esquelética, força e função física.

O EWGSOP2 trouxe uma mudança importante em relação ao consenso anterior (2010): a força muscular passou a ser o critério primário de identificação, e não apenas a quantidade de massa muscular. Isso porque estudos mostraram que a perda de força é um preditor mais robusto de desfechos negativos — como quedas, hospitalizações e morte — do que a perda de massa isoladamente (1).

Classificação

O EWGSOP2 estabelece três estágios:

EstágioCritério
Sarcopenia provávelBaixa força muscular (identificada clinicamente)
Sarcopenia confirmadaBaixa força + baixa quantidade/qualidade muscular
Sarcopenia graveBaixa força + baixa massa muscular + baixo desempenho físico

Essa classificação é fundamental porque permite intervenção precoce — antes que a condição evolua para estágios graves com impacto direto na autonomia do paciente.

Sarcopenia primária vs. secundária

  • Primária (relacionada à idade): ocorre como parte do envelhecimento, sem outra causa identificável.
  • Secundária: associada a fatores como sedentarismo, desnutrição, doenças crônicas (insuficiência cardíaca, DPOC, câncer, diabetes), uso de corticoides ou imobilização prolongada.

Quanto músculo você perde com a idade? Os números que assustam

A perda de massa muscular é um processo fisiológico que começa mais cedo do que a maioria imagina.

A linha do tempo da perda muscular

  • A partir dos 30 anos: inicia-se uma perda de aproximadamente 3% a 8% de massa muscular por década (2, 3).
  • A partir dos 50 anos: a taxa de perda acelera para cerca de 1% a 2% ao ano (3).
  • A partir dos 60-70 anos: a perda de força muscular é ainda mais acentuada — podendo chegar a 3% ao ano, o que significa que a força declina de duas a cinco vezes mais rápido que a massa (4).
  • Aos 80 anos: uma pessoa pode ter perdido 30% a 50% da massa muscular que tinha aos 30 (2).

Prevalência: um problema maior do que você imagina

As estimativas de prevalência variam conforme os critérios diagnósticos e a população estudada, mas os números são consistentemente alarmantes:

  • Em idosos vivendo na comunidade (acima de 60 anos): 5% a 13% (5).
  • Em idosos institucionalizados (casas de repouso): 14% a 33% (5).
  • Em pacientes hospitalizados: até 50% em certas populações (6).
  • No Brasil, estudos epidemiológicos apontam prevalência entre 10% e 20% em idosos na comunidade, com variação conforme o método diagnóstico (7).

Dado importante: A sarcopenia não é apenas uma condição de idosos. Pacientes jovens com doenças crônicas, dietas restritivas mal conduzidas ou sedentarismo prolongado podem desenvolver sarcopenia secundária em qualquer faixa etária.


Por que perder músculo é mais perigoso que engordar

Esta é a pergunta central — e a resposta muda a forma como pensamos sobre saúde.

Massa muscular e mortalidade: o que os estudos mostram

Uma série de estudos epidemiológicos de grande porte demonstrou uma associação clara entre baixa massa muscular e aumento do risco de morte:

  • Um estudo publicado no The American Journal of Medicine (2014), com mais de 3.600 participantes acompanhados por anos, mostrou que indivíduos com maior massa muscular apresentaram risco significativamente menor de mortalidade por todas as causas, independentemente da quantidade de gordura corporal (8).
  • Uma meta-análise publicada no Journal of the American Medical Directors Association demonstrou que a sarcopenia aumenta o risco de mortalidade em aproximadamente 2 vezes em idosos (9).
  • Pesquisas com dados do NHANES (National Health and Nutrition Examination Survey) confirmaram que a baixa massa muscular esquelética está associada a maior mortalidade cardiovascular e por todas as causas (10).

As consequências clínicas da sarcopenia

A perda de massa muscular não é apenas um marcador de fragilidade. Ela é um mecanismo ativo de deterioração do corpo:

1. Quedas e fraturas A sarcopenia é um dos principais fatores de risco para quedas em idosos. A baixa força muscular compromete o equilíbrio, a marcha e a capacidade de reação. Uma queda em um idoso sarcopênico frequentemente resulta em fratura de fêmur — e a mortalidade após fratura de fêmur em idosos pode chegar a 20-30% no primeiro ano (11).

2. Perda de autonomia Atividades básicas como levantar de uma cadeira, subir escadas, carregar compras ou tomar banho dependem de força muscular. A sarcopenia é uma das principais causas de dependência funcional e institucionalização em idosos (1).

3. Impacto metabólico O músculo esquelético é o maior reservatório de captação de glicose no corpo. Com menos músculo, a sensibilidade à insulina cai, o gasto energético basal diminui e o risco de diabetes tipo 2, síndrome metabólica e ganho de gordura visceral aumenta — criando um ciclo vicioso (12).

4. Comprometimento imunológico O músculo é um órgão endócrino que libera miocinas — substâncias anti-inflamatórias e imunomoduladoras. A perda muscular está associada a um estado inflamatório crônico de baixo grau (inflammaging), que acelera o envelhecimento e o desenvolvimento de doenças crônicas (13).

5. Pior prognóstico em doenças e cirurgias Pacientes sarcopênicos apresentam maiores taxas de complicações pós-operatórias, maior tempo de internação hospitalar e pior resposta a tratamentos oncológicos (14).


Obesidade sarcopênica: o pior dos dois mundos

O que é obesidade sarcopênica?

Existe uma condição que combina excesso de gordura corporal com baixa massa muscular — a chamada obesidade sarcopênica. É, literalmente, o pior dos dois cenários: o indivíduo carrega os riscos metabólicos e cardiovasculares da obesidade, somados à fragilidade e ao risco de quedas da sarcopenia.

Por que essa combinação é tão perigosa?

  • Estudos publicados no Obesity Reviews mostram que a obesidade sarcopênica está associada a risco de mortalidade maior do que a obesidade ou a sarcopenia isoladamente (15).
  • A gordura visceral produz citocinas inflamatórias (TNF-alfa, IL-6) que aceleram a degradação muscular, criando um ciclo de retroalimentação negativa (12).
  • O IMC desses pacientes pode estar "normal" ou apenas levemente elevado — o que faz com que a condição passe despercebida em avaliações superficiais.

Quem está em risco?

  • Pessoas que fizeram dietas restritivas repetidas (efeito sanfona) sem preservar massa muscular
  • Sedentários com peso aparentemente normal ("falsos magros")
  • Pacientes em uso de medicamentos para emagrecimento sem acompanhamento nutricional e de exercício adequado
  • Idosos com perda involuntária de peso

"Na Alma Clinic, quando um paciente nos procura para emagrecer, a primeira pergunta que fazemos não é 'quantos quilos quer perder', mas 'quanta massa muscular você tem para proteger'. Emagrecer sem cuidar do músculo é trocar um risco por outro." — Dr. Frederico Menezes


Como diagnosticar a sarcopenia

Passo 1: Rastreamento — Questionário SARC-F

O SARC-F é um questionário simples de cinco perguntas, validado internacionalmente, que pode ser aplicado em qualquer consultório ou até em casa. Ele avalia:

ComponentePergunta
S — Strength (Força)Quanta dificuldade você tem para levantar e carregar 5 kg?
A — Assistance walking (Auxílio para caminhar)Quanta dificuldade você tem para atravessar um cômodo?
R — Rise from a chair (Levantar de uma cadeira)Quanta dificuldade você tem para se levantar de uma cadeira ou cama?
C — Climb stairs (Subir escadas)Quanta dificuldade você tem para subir um lance de 10 degraus?
F — Falls (Quedas)Quantas vezes você caiu no último ano?

Cada item recebe de 0 a 2 pontos. Pontuação igual ou superior a 4 sugere risco de sarcopenia e indica necessidade de investigação complementar (16).

Passo 2: Avaliação da força muscular

O exame mais utilizado é a dinamometria de preensão manual (handgrip). É um teste simples, rápido e reprodutível:

  • Ponto de corte para sarcopenia: < 27 kg para homens e < 16 kg para mulheres (EWGSOP2) (1).
  • Alternativa: teste de levantar da cadeira cinco vezes — se o paciente leva mais de 15 segundos, é considerado indicativo de baixa força.

Passo 3: Avaliação da quantidade/qualidade muscular

  • DXA (Densitometria por Dupla Emissão de Raios-X): padrão-ouro para medir a massa muscular apendicular (dos membros). Calcula o Índice de Massa Muscular Esquelética Apendicular (IMEA): massa muscular apendicular / altura² (1).
  • Bioimpedância elétrica (BIA): método mais acessível e amplamente utilizado no consultório. Permite estimar a composição corporal (massa magra, massa gorda, água corporal) de forma não invasiva e repetível (17).
  • Tomografia computadorizada e ressonância magnética: considerados padrão de referência para pesquisa, porém pouco práticos para uso clínico rotineiro.

Passo 4: Avaliação do desempenho físico

  • Velocidade de marcha: < 0,8 m/s em percurso de 4 metros indica baixo desempenho (1).
  • SPPB (Short Physical Performance Battery): bateria que inclui equilíbrio, velocidade de marcha e teste de levantar da cadeira.
  • TUG (Timed Up and Go): tempo para levantar de uma cadeira, caminhar 3 metros, retornar e sentar.

Na Alma Clinic, realizamos avaliação de composição corporal com bioimpedância de alta precisão, dinamometria e testes funcionais como parte do protocolo de longevidade da Dra. Natália Menezes. Identificar a sarcopenia precocemente é tão importante quanto rastrear hipertensão ou diabetes.


Fatores de risco: o que acelera a perda muscular

Entender os fatores de risco é essencial para saber quem precisa de atenção redobrada:

Fatores não modificáveis

  • Idade avançada (principal fator)
  • Sexo (homens perdem mais massa muscular absoluta; mulheres são mais afetadas após a menopausa)
  • Genética e fatores hormonais (polimorfismos genéticos, predisposição familiar)

Fatores modificáveis — e é aqui que está a oportunidade

  • Sedentarismo: o fator de risco mais importante e mais modificável. A inatividade física acelera a perda muscular em qualquer idade (2).
  • Ingestão insuficiente de proteína: muitos adultos, especialmente idosos, consomem proteína abaixo do necessário para manter a síntese muscular (18).
  • Deficiência de vitamina D: níveis baixos de 25-OH-vitamina D estão associados a menor força e massa muscular (19).
  • Doenças crônicas: diabetes, insuficiência cardíaca, DPOC, doença renal crônica, câncer — todas aceleram o catabolismo muscular (6).
  • Inflamação crônica: estados inflamatórios persistentes (incluindo obesidade visceral) promovem degradação proteica muscular (13).
  • Dietas restritivas sem orientação: jejuns prolongados, dietas muito hipocalóricas e restrições sem suporte proteico adequado são causas frequentes de perda muscular iatrogênica (3).
  • Alterações hormonais: queda de testosterona, GH/IGF-1, estrogênio e hormônios tireoidianos (20).
  • Uso crônico de corticoides e outros medicamentos catabólicos (6).

Sarcopenia tratamento: como prevenir e reverter a perda muscular

A boa notícia é que a sarcopenia pode ser prevenida, desacelerada e, em muitos casos, revertida. As estratégias com maior nível de evidência são:

1. Treino de resistência (exercício resistido / musculação)

O treino de força é a intervenção isolada mais eficaz para combater a sarcopenia — em qualquer idade (21).

O que a ciência mostra:

  • Meta-análises demonstram que o treino resistido aumenta significativamente a massa muscular, a força e o desempenho físico em idosos, inclusive em indivíduos acima de 80 anos (21, 22).
  • Exercícios com cargas progressivas (progressive overload), realizados 2 a 3 vezes por semana, são os mais eficazes.
  • O treino de força melhora a sensibilidade à insulina, a densidade óssea, o equilíbrio e a capacidade funcional — atacando múltiplas consequências da sarcopenia simultaneamente (22).

Recomendação prática:

  • Mínimo de 2 a 3 sessões por semana de treino resistido.
  • Envolver grandes grupos musculares (quadríceps, glúteos, dorsais, peitorais).
  • Priorizar cargas progressivas — o músculo precisa de estímulo crescente para se adaptar.
  • Idosos e iniciantes devem começar com supervisão profissional.

"Musculação não é coisa de jovem. É coisa de quem quer envelhecer de pé." — Dra. Natália Menezes

2. Proteína: o combustível da síntese muscular

A proteína dietética fornece os aminoácidos essenciais para a síntese proteica muscular. E a demanda aumenta com a idade — um fenômeno chamado resistência anabólica, em que o músculo do idoso precisa de mais estímulo proteico para atingir a mesma resposta de síntese de um adulto jovem (18).

Recomendações baseadas em evidências:

PerfilIngestão proteica recomendada
Adultos saudáveis (RDA geral)0,8 g/kg/dia
Adultos acima de 65 anos1,0 a 1,2 g/kg/dia (mínimo)
Idosos com sarcopenia ou doença crônica1,2 a 1,5 g/kg/dia
Praticantes de exercício resistido1,2 a 1,6 g/kg/dia

Fontes: PROT-AGE Study Group (2013), ESPEN guidelines (18, 23).

Estratégias práticas:

  • Distribuir a proteína ao longo do dia, com pelo menos 25 a 30 g por refeição — esse é o limiar para estimular a síntese proteica muscular de forma significativa (18).
  • Priorizar fontes com alto teor de leucina (aminoácido-chave para a síntese muscular): carnes, ovos, laticínios, whey protein.
  • Considerar suplementação com whey protein quando a ingestão alimentar é insuficiente — especialmente em idosos com apetite reduzido.

3. Vitamina D

A deficiência de vitamina D é extremamente prevalente no Brasil — e está associada a menor força muscular, maior risco de quedas e pior função física (19).

  • Manter níveis de 25-OH-vitamina D entre 30 e 60 ng/mL é recomendado pela maioria das sociedades de endocrinologia e geriatria.
  • A suplementação deve ser individualizada, com base nos níveis séricos e no perfil clínico do paciente.
  • Estudos mostram que a combinação de vitamina D com exercício resistido e proteína adequada produz resultados superiores a qualquer intervenção isolada (24).

4. Creatina

A creatina monoidratada é um dos suplementos mais estudados na ciência do exercício — e as evidências recentes mostram benefícios que vão além do desempenho esportivo:

  • Uma revisão sistemática e meta-análise publicada na Medicine & Science in Sports & Exercise demonstrou que a suplementação de creatina combinada com treino de resistência aumenta a massa magra e a força muscular em idosos de forma significativa em comparação com treino isolado (25).
  • A dose habitualmente estudada é de 3 a 5 g/dia, sem necessidade de fase de saturação.
  • A creatina é considerada segura para uso prolongado em indivíduos com função renal normal, segundo posicionamento da International Society of Sports Nutrition (ISSN) (26).

5. Manejo hormonal (quando indicado)

Em pacientes com deficiências hormonais documentadas, a reposição pode ter papel coadjuvante:

  • Testosterona: em homens com hipogonadismo confirmado, a reposição pode melhorar massa muscular e força (20).
  • GH/IGF-1: evidências limitadas; uso rotineiro não recomendado para sarcopenia isolada.
  • Estrogênio / terapia hormonal na menopausa: pode ajudar a atenuar a perda muscular acelerada no período peri e pós-menopausa, quando indicada por outros motivos (20).

Todo manejo hormonal deve ser conduzido por médico especialista, com monitoramento laboratorial regular. Na Alma Clinic, o Dr. Frederico e a Dra. Natália avaliam o perfil hormonal como parte do protocolo de composição corporal e longevidade.

6. Abordagem integrada no emagrecimento

Este é um ponto que nos é particularmente caro na Alma Clinic:

Todo processo de emagrecimento deve preservar a massa muscular. Isso exige:

  • Déficit calórico moderado (não agressivo)
  • Ingestão proteica elevada (1,2 a 1,6 g/kg/dia)
  • Treino resistido mantido ou iniciado durante o emagrecimento
  • Monitoramento por bioimpedância ou DXA para acompanhar a composição corporal — não apenas o peso
  • Uso de medicamentos para emagrecimento (como GLP-1 agonistas) com suporte nutricional e de exercício, para evitar perda muscular excessiva

Perguntas frequentes (FAQ) sobre sarcopenia

A sarcopenia só afeta idosos?

Não. Embora seja mais prevalente após os 60 anos, a sarcopenia secundária pode afetar adultos jovens com doenças crônicas, sedentarismo severo ou dietas restritivas inadequadas. A perda fisiológica de massa muscular já começa a partir dos 30 anos (2).

Qual a diferença entre sarcopenia e perda de peso normal?

A perda de peso "normal" pode incluir perda de gordura, água e músculo. A sarcopenia refere-se especificamente à perda patológica de massa e força muscular esquelética, com impacto funcional. Nem toda perda de peso envolve sarcopenia, mas dietas mal planejadas podem causá-la (1).

Como saber se eu tenho sarcopenia?

O primeiro passo é responder ao questionário SARC-F. Se a pontuação for igual ou superior a 4, procure um médico para avaliação com dinamometria (força de preensão) e exame de composição corporal (bioimpedância ou DXA) (16).

Musculação é segura para idosos?

Sim. Múltiplas meta-análises confirmam que o treino de resistência é seguro e eficaz para idosos, inclusive acima de 80 anos, desde que supervisionado por profissional qualificado. Os benefícios superam amplamente os riscos (21, 22).

Suplementar creatina é seguro?

Sim, para indivíduos com função renal normal. A creatina monoidratada é um dos suplementos mais estudados e seguros da ciência esportiva, com benefícios comprovados para massa muscular e força, especialmente quando combinada com treino resistido (25, 26).

Whey protein é necessário?

Não é obrigatório, mas pode ser muito útil para atingir a meta proteica diária — especialmente em idosos com apetite reduzido ou dificuldade de ingerir proteína suficiente via alimentação. O whey protein é uma fonte prática, segura e rica em leucina (18).

Qual médico trata sarcopenia?

A sarcopenia pode ser avaliada e tratada por geriatras, endocrinologistas, nutrólogos, cardiologistas e médicos do esporte. O ideal é uma abordagem multidisciplinar que envolva também nutricionista e educador físico.


Sarcopenia e longevidade: o músculo como investimento de longo prazo

"Se eu pudesse escolher um único marcador de longevidade para acompanhar pelo resto da vida, seria a massa muscular. Não o colesterol, não a glicemia — o músculo. Porque o músculo é o órgão que te mantém de pé, independente, funcional e vivo." — Dra. Natália Menezes

A ciência da longevidade tem convergido para uma conclusão cada vez mais clara: a quantidade e a qualidade da sua massa muscular são preditores poderosos de quanto tempo — e com quanta qualidade — você vai viver.

Preservar e construir músculo não é vaidade. É a decisão de saúde mais importante que você pode tomar a partir de hoje.


Seu próximo passo

Se você tem mais de 30 anos, precisa saber como está sua massa muscular. Não amanhã. Agora.

Na Alma Clinic, em Limeira-SP, o Dr. Frederico Menezes e a Dra. Natália Menezes oferecem uma avaliação completa de composição corporal e risco de sarcopenia, com bioimpedância de alta precisão, dinamometria, testes funcionais e plano de intervenção individualizado — integrando emagrecimento, nutrição, treino e longevidade.

Agende sua avaliação de composição corporal:

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Referências bibliográficas

  1. Cruz-Jentoft AJ, Bahat G, Bauer J, et al. Sarcopenia: revised European consensus on definition and diagnosis (EWGSOP2). Age and Ageing. 2019;48(1):16-31.

  2. Volpi E, Nazemi R, Fujita S. Muscle tissue changes with aging. Current Opinion in Clinical Nutrition and Metabolic Care. 2004;7(4):405-410.

  3. Mitchell WK, Williams J, Atherton P, Larvin M, Lund J, Narici M. Sarcopenia, dynapenia, and the impact of advancing age on human skeletal muscle size and strength. Frontiers in Physiology. 2012;3:260.

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Este conteúdo tem finalidade informativa e educacional. Não substitui a consulta médica individualizada. Procure sempre um profissional de saúde qualificado.

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